A Voz da saúde e a Saúde da voz

Carolina Fanaro da Costa Damato [1]
Membro do Time de Lideranças e Mentora Associada da UniverSaúde

Larissa Marques Grisi [2]
Membro do Time de Lideranças e Mentora Associada da UniverSaúde

Com a experiência do distanciamento, há algo que nos aproxima e nos conecta para que o isolamento seja físico, mas não social! É algo que tem dia mundial decretado e chancelado a partir de experiências brasileiras exitosas iniciadas em 1999. Sim, estamos falando da VOZ!

Dia 16 de abril é o dia Mundial da Voz, cujo objetivo é promover a conscientização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde. A data também é marcada por ações de conscientização de sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, que podem comprometer a qualidade e a expectativa de vida, como é o caso do câncer de laringe. Sinais como rouquidão frequente ou por mais de 15 dias consecutivos, tosse e pigarros frequentes, alterações no timbre ou mesmo dificuldade em projetar a voz são alguns alertas de prováveis problemas vocais.

Alguns cuidados podem ser tomados para evitar os distúrbios da voz, como, dormir bem, ter alimentação equilibrada, rica em fibras e proteínas, beber bastante água e praticar exercícios físicos. Evitar gritos e falar em ambientes ruidosos, falar pausadamente, mantendo a naturalidade. Importante ressaltar que hábito de fumar e abusar de bebidas alcoolicas, que contém cafeína e gasosas também são extremamente nocivos para a voz. Ao menor sinal de alteração vocal, é necessário procurar um fonoaudiølogo ou médico, que podem fazer as orientações pertinentes para cada caso.

A voz é um instrumento poderoso de conexão e interação. Tal como a impressão digital, cada voz é única. O dono da voz é reconhecido por ela e assim sua imagem fica registrada. Por meio dela ocorre a expressão da emoção, do afeto, do cuidado, da alegria e da empatia. E também da raiva, do medo, da angústia e da ansiedade. Qual é a voz desejada em tempo de comunicação à distância e distanciamento físico? Muito possivelmente, a voz saudável. A voz que não cala e que se posiciona. A voz que tem muito a dizer, com clareza, com firmeza e com propósito. A voz que embarga carregada de sentimento e de humanidade, e que se junta a outras vozes ecoando um coro afinado em direção a transformação. A revolução. A voz que carrega e expressa o amor, capaz de falar, ouvir e acolher. A de agregar e considerar o outro na tomada de decisões. A voz que clama pela expansão da consciência e do cuidado em saúde em seu conceito mais amplo. A voz que suplica para o cuidar de você e assim você poder cuidar dos demais. Queremos não uma voz, mas muitas vozes! Vozes saudáveis, escutadas e conectadas. Vozes em rede, viralizando cuidados e saúde. Vozes cuja distância física não é capaz de calar!

Cuidemos de nossas vozes. Quem cuida da voz, sempre tem o que falar. Quem tem voz, tem vida! Quem tem voz, transforma! Seja um agente transformador da sua realidade, pequenas ações como cuidar da sua voz, valorizar as ações de higiene, ser acolhedor e incentivador de boas práticas fazem a diferença nessa nova realidade.

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[1] Carolina Fanaro C. Damato é Fonoaudióloga, Mestre em Saúde Materno Infantil e MBA em Gestão em Saúde pela FIERP/USP. Consultora em comunicação humana, Membro do Time de Lideranças da UniverSaúde, Membro do Departamento de Saúde Coletiva da SBFA gestão de 2020-2022 ocupando cargo de Coordenadora do Comitê de Atenção à Saúde. Experiência de 10 anos na gestão de serviços de Saúde, com atuação em Organizações Sociais de Saúde na Gerência de Unidades Básicas e Especializadas de Saúde em municípios de grande porte.

[2] Larissa Marques Grisi é fisioterapeuta, especialista em Gestão em Saúde, com experiência profissional em órgãos públicos e empresas privadas. Iniciou atuando como fisioterapeuta com enfoque em reabilitação neuro-motora e realizando atendimentos em clínica, hospitais e homecare. Em 2006 especializou em Fisioterapia do Trabalho e Ergonomia. Em 2012, apaixonada pelo Sistema Único de Saúde e querendo poder fazer mais pela Saúde, fez Gestão em Saúde e iniciou suas ações no Ministério da Saúde. Trabalhou como técnica especializada por 3 anos no Departamento de Gestão da Educação em Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde com o programa de Valorização dos profissionais de saúde da Atenção Básica e em projetos de educação permanente. Nos últimos quatro anos foi gestora do Programa Mais Médicos do Departamento de Planejamento e Regulação da Provisão de Profissionais de Saúde, coordenando projetos e equipes.

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