O quê fazer para tornar uma cidade inteligente para a área da Saúde?

A pauta das smart cities, as tais “Cidades Inteligentes”, tem conquistado cada vez mais espaço na teoria e na prática pelo Brasil afora.

Recentemente dois eventos em São Paulo reafirmaram a relevância deste tema para o momento atual. Um deles foi o Smart City Business Brazil em julho/2019, considerado o maior evento voltado para a reunião de lideranças e pessoas ligadas ao setor. E o outro aconteceu semana passada com o evento do Connected Smart Cities, onde foi apresentado um ranking das cidades mais conectadas do país e que evidenciou Campinas em primeiro lugar dentre os municípios brasileiros que mais se destacam entre as smart cities do Brasil.

O conceito de cidades inteligentes surgiu em meados da década de 80 atrelado às ideias do Novo Urbanismo e da era Pós-digital. Não há uma definição consensual, mas relaciona-se a uma “inteligência coletiva” exercitada pelas Sociedades a partir de um olhar gestor progressista em favor da maior sustentabilidade, utilizando-se de tecnologias como as de informação e comunicação.

As smart cities debruçam-se ativamente em agendas e metodologias inovadoras para o enfrentamento dos principais desafios para as sociedades contemporâneas, colocando as pessoas no centro do desenvolvimento, integrando-as com os governos e melhorando a qualidade de vida das populações em geral.

O debate sobre a Saúde nas smart cities assume conotação de importância distinta em função do seu alcance global e potência para repercussão na qualidade de vida das pessoas. Sua sustentabilidade dialoga com uma gestão mais custo-efetiva, com uma sociedade mais ativa, participante e corresponsável e, sobretudo, a partir de gestores e trabalhadores mais engajados e conscientes da relevância do seus papéis.

Não tem sido frequente observar a pauta Saúde nos espaços de diálogo e avanço sob esta perspectiva das smart cities, a considerar as peculiaridades e idiossincrasias que o tema demanda para este momento do País. Muito embora estejam fortemente conectados, temas como a mobilidade urbana, segurança e energia tem sido mais presentes e frequentes em eventos e afins.

Pensar a Saúde sob o contexto das smart cities demanda olhar ampliado para a consideração do grave contexto social, demográfico e epidemiológico que o Brasil atravessa, caracterizado em grande parte por três aspectos:

-pela fragilidade econômica que aproxima cada vez mais um contingente populacional digno de nota aos serviços assistenciais do Sistema Único de Saúde (SUS),

-pelo envelhecimento agudo que exige destes mesmos serviços a produção de cuidados diferenciados para um povo “mais velho” e tudo o que vem neste “pacote” e,

-por doenças que evidenciam de forma contundente no Brasil de hoje o desdobramento desse processo de envelhecimento combinadas ainda com a falta de uma cultura em nossa Sociedade pautada pela promoção da saúde e da prevenção – e que não considera ainda a Atenção Básica/Atenção Primária à Saúde como a centralidade dos projetos de governo.

Nos poucos espaços onde a Saúde já apareceu neste debate para as smart cities observa-se uma redução das suas abordagens relacionando-a muitas vezes à questão das despesas totais geradas pelos municípios em meio as respostas assistenciais dadas às necessidades apresentadas pela população aos serviços de caráter ambulatorial e de urgência/emergência. Sabe-se que se faz necessário transcender esta abordagem. Tais contextos que nos tomam por completo atualmente demandam inovação para o tecimento de redes entre os serviços e seus usuários associadas ao cuidado com a dimensão humana que opera por sua vez a produção de cuidados junto aos usuários.

Considerar a Saúde sob o olhar das smart cities nos convida para um futuro que já chegou e que muitos não se deram conta ainda infelizmente. Digo isto sob um olhar generalista, ampliado e que dialoga com a realidade das pessoas, ressalto. Não pontual e voltado apenas para a “coisa” do dinheiro. Ao mesmo tempo não se trata também e apenas de um movimento pontual atrelado a introdução de tecnologias que podem não dialogar com os problemas enfrentados pelos governos e seus habitantes. Por isto insisto: é preciso enxergar a Saúde nas smart cities sob uma perspectiva de rede que vai para além da política de governo, que se integra com os serviços que atendem as pessoas, que cuidam dos Cuidadores por meio de uma agenda de educação permanente e que vê na tecnologia a oportunidade para viabilizar uma vida mais simples e ágil na solução dos problemas cotidianos.

A UniverSaúde está fortemente alinhada e em plena sinergia com o conceito de smart cities no Brasil. Suas soluções levam aos gestores municipais e profissionais de saúde inteligência gestora e experiências de mais de 20 anos de trabalho com os governos municipais e federal fundamentadas no conceito do “tripé de sucesso” para a gestão do SUS caracterizado pela relação custo-efetividade, pelo engajamento do capital humano que opera os serviços e pela satisfação da população. Nossos resultados já evidenciam uma melhor relação entre a prestação dos serviços e a qualidade percebida pelos usuários atendidos, além da maior adequação dos gastos da Saúde à realidade das cidades.

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