O quê os municípios devem fazer para não perderem dinheiro com o Programa Previne Brasil – desafio 3

Erico Vasconcelos[A]
Diretor-Fundador da UniverSaúde

Rita de Cássia Santana [B]
Enfermeira, Liderança UniverSaúde

Se existe um desafio pra lá de bom para as gestões municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) e suas equipes da Atenção Básica/Saúde da Família no Programa Previne Brasil, talvez o maior deles seja o da gestão da informação. Mas o quê você sabe exatamente sobre “gestão da informação”? Como você a definiria? Como a tem colocado em prática na sua Secretaria de Saúde?

Para ser bem prático e objetivo, tem a ver com a gestão dos dados de uma organização, ou seja, o modo como as pessoas operam o dado, transformando-o em indicadores, informação e depois em conhecimento, capazes de subsidiar a tomada de decisão, obedecendo aos princípios dos três Es da gestão – eficácia, eficiência e efetividade. A gestão da informação é produto de uma série de processos gerenciais que acabam por definir a forma como a organização funciona, o como as ações são realizadas e o quanto entregam o que se propõem.

Williams Edward Deming, estatístico americano considerado por muitos o “pai” do conceito de “controle de qualidade”, disse na sua simplicidade uma vez que “não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende. Portanto, não há sucesso no que não se gerencia”. Seus registros preciosos nos faltam ainda e muito na agenda cotidiana da Saúde. É bem comum entre nós, gestores e trabalhadores da Saúde em geral, o discurso de que “somos bons em fazer”, em “botar a mão na massa e executar, mas somos frágeis em monitorar e avaliar“. Mas como conquistar “qualidade” no que fazemos se não medimos o que fazemos; se não avaliamos o que entregamos?

Nas minhas andanças pelo País afora, é bastante comum obter negativas para perguntas como:

– “quanto você opera sobre a capacidade instalada que você tem em sua Unidade?“,

– “qual a sua agenda de trabalho em potencial considerando a estrutura que você tem atualmente?” e ainda,

– “quanto custa por mês este serviço ofertado?“.

Diante destas questões, pergunto-lhe: como você caracteriza o gerenciamento da sua organização? Como tem atuado com a gestão da informação?

Como você já percebeu a esta altura, sabemos bem eu e você que sem informação não há gestão. E também sabemos que, para a conquista de cada vez mais qualidade, há que se cuidar das pessoas e dos processos que executam considerando a estrutura existente e os resultados esperados. Este “cuidado” é normalmente traduzido pela análise sistemática do seu desempenho, baseada em fatos e dados e segundo parâmetros previamente estabelecidos, considerando as “entregas” realizadas e o modo como foram executadas. Quanto menor a variabilidade dos produtos finais, melhor a avaliação em relação ao conceito da “qualidade”.

Quando o assunto é Previne Brasil este assunto assume conotação de importância ainda maior. Estamos falando de um Programa que vem pautando desde o terceiro quadrimestre do ano de 2021 a transferência de incentivos financeiros aos municípios segundo os resultados conquistados para os cadastros dos habitantes no SUS (capitação ponderada) das Equipes que atuam no âmbito da Atenção Básica/Saúde da Família.

Numa comparação rasteira com o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), que nasceu em 2011 e resistiu até meados de 2019, o Previne Brasil representaria o pilar dos “indicadores de saúde”, grosseiramente falando. Ele se assenta nos cadastros dos usuários e no monitoramento dos resultados de indicadores de desempenho – como já falamos algumas vezes aqui nesta Blog em outros artigos. É preciso que fique claro: sem uma gestão da informação madura os municípios sofrerão prejuízos financeiros dignos de nota – e que poderão, via de regra, repercutir na menor captação de dinheiro do governo federal.

Mas o quê fazer exatamente então para fortalecer esta agenda da gestão da informação na minha cidade quando o assunto é “Previne Brasil? O quê devo fazer na prática? Por onde começo uma vez que tenho um sistema próprio gerindo o meu sistema de informação para a Atenção Básica? Este é o mote do trabalho potente que a UniverSaúde reúne as condições para executar com você, gestor do SUS! Vamos conversar mais a respeito?

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[A] Erico Vasconcelos é cirurgião-dentista, estomatologista, especialista em Terapia Comunitária, em liderança e desenvolvimento gerencial de organizações de saúde e com MBA em gestão de pessoas. Há 17 anos atua na gestão da Atenção Básica, do SUS, na Segurança e Qualidade e na Gestão Estratégica de Pessoas de organizações de saúde. Foi gestor de diversas organizações privadas e municípios. Atuou no Ministério da Saúde entre 2013 e 2016 no Departamento de Atenção Básica elaborando políticas e desenvolvendo ações de apoio e educação. Desde 2005 atua na formação em serviço de gestores e profissionais de saúde pelo Brasil afora. Trabalhou como Tutor e Coordenador de Cursos na EaD da ENSP, UnASUS-UNIFESP e na UFF. Foi Professor de Saúde Coletiva da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e em outros cursos de várias Universidades. Fundou a UniverSaúde em 2016, uma startup que ajuda gestores a tornarem os projetos do SUS mais sustentáveis com soluções que integram gestão, educação e tecnologias. Já trabalhou em mais de 50 municípios e organizações. Atualmente desenvolve projetos com o Hospital Albert Einstein e o Hospital do Coração (HCor) e diversos municípios pelo Brasil afora.

[B] Rita de Cássia Santana é enfermeira e Liderança UniverSaúde.

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