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26 Ago 2019

SOMOS PARTE DA SOLUÇÃO

Participar. Tomar parte. Fazer parte. Ser parte..

Solução é o que resolve o problema. O que responde a uma questão, um dilema.

Tudo aparentemente óbvio.. E tudo bastante relacionado ao "care", ao "mind" ou ao "importar-se" no bom e velho português.

Mas por quê se importar hoje no Brasil? Por quê se implicar, se envolver? Como assim silenciar-se diante de circunstâncias que afetam a coletividade e provocam repercussões de toda ordem?

Ao mesmo tempo, como assim eu sucumbir diante de problemas ao não minimizar ou resolver? Até que ponto vai valer a pena me importar? O quê ganharei com isso?

Em 2016 eu me lancei pra vida com a UniverSaúde para trabalhar com apoio e educação para gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil. Encorajei-me após minhas experiências no apoio do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde que acabaram ampliando demais meu olhar sobre os contextos e fragilidades que marcam a Saúde do nosso País. Sentia a potência de ajudar, mas me perguntava sobre o que fazer para seguir sendo mais útil para mais pessoas..

A esta época neste instante eu recebia diversos convites para assumir cargos de Secretário de Saúde de municípios de todos os cantos. Ficava intrigado, cada convite era como um aperto no peito do tipo "será que devo assumir?"

"Érico, põe os pés no chão! Você tem família, cara. Você acha que vai conseguir resolver todas as mazelas da Saúde da nossa Sociedade?", alguém próximo me alertou.

"Espera a crise passar, não ouse empreender agora no meio da maior crise econômica que o Brasil já esteve!", outra mais próxima me disse.

Permanecia incomodado, pois era preciso sim realizar algo maior. Porque era preciso se importar. Simples assim. Era preciso enxergar a realidade dos fatos que nos convidam diariamente a constatar que somos falíveis e efêmeros. E que temos uma obra a construir. Um legado a deixar. Há uma geração que não nos pediu pra nascer e que depende fundamentalmente das decisões que tomamos hoje.

Ao ampliar o olhar vi além do horizonte. Me afastei, me isolei, estudei, consultei, conversei e a decisão foi chegando, tomando espaço.

Era preciso se importar. Era preciso assumir as rédeas do propósito de existir.

Lá se foram quatro anos desta decisão. Vi e sigo vendo de tudo na loucura desse mundo do empreendedorismo, de "startups", etc. e tal. Enfatizo: tem de tudo mesmo! Tem gente do bem e tem gente do mal literalmente. Tem gente se aproveitando da ignorância alheia e tem gente jogando limpo - a maioria, acreditem!

Tem gente que ainda não me entende. Tem gente que ainda não me compreendeu. Tem gente que deliberadamente não quer me entender também. Nem do movimento, nem do negócio. Aliás, muitos passaram por mim assim. Deixei-os pra trás. Tem coisas também que não entendi até hoje. Algumas delas faço questão de não entender. Abro espaço pra quem de direito. Mas tem umas que preciso urgente entender e me aprofundar. Tem uns bloqueios também, rs.. (papo pra mais de hora ou mesmo em um próximo artigo!)

Mas o que seria da vida sem este "barato" do inédito, do cotidiano sem rotina, das colisões entre os repertórios de pessoas tão distintas, paradoxais e com visões de mundo tão conflitantes? Por quê perder tamanha oportunidade de experimentar situações assim?

Mas a questão central pra mim é: por quê não se importar? Por quê não se permitir? Por quê se auto-boicotar?

Acho que temos algo na rota social de nossa história que precisa ser revisto, refeito e corrigido. Vejo o sucumbir como uma postura que demanda ampliação do olhar e apoio de quem estiver mais por perto e mais lúcido. Trago isto pra mim. Nosso trabalho na UniverSaúde ajuda as pessoas a enxergarem suas potências e a encontrar seus propósitos em ambientes tradicionalmente caóticos. Há pessoas com muitos "porquês" sem respostas ainda e isso me intriga..

E é por isso que, depois de uma conversa com uma amiga querida que a vida me deu nós escolhemos como conceito pra UniverSaúde o "somos parte da solução". Serve como visão pra gente se inspirar a acreditar que somos luz pra muita gente sim finalmente. Serve para colocar em prática o que somos em nossa essência sobretudo: produtos de uma Sociedade que nos ofertou como "presente" conhecimentos e experiências que demandam retorno pra ela própria enquanto estamos vivos. Há um senso ético bastante genuíno nisso. E que há muita responsabilidade atrelada ao que nos propomos fazer em favor da transformação do jeito de fazer Saúde no Brasil..

O empreendedorismo é mesmo uma escola. Uma janela para o devir. Uma oportunidade extraordinária de crescimento pessoal e profissional. Mas a jornada é dura e dolorosa. Eu já sabia disso, mas eu me estava me sentindo preparado e pronto. Não tenho a menor noção ainda para onde isso tudo vai me levar exatamente, mas apenas uma forte convicção: a de que me sinto cada dia mais feliz fazendo o que faço juntamente com outros tão doidos quanto eu, apoiando Colegas da Saúde de todo o País afora, educando-os em serviço, cuidando de quem cuida. Estamos assim fazendo cada vez mais diferença na vida das pessoas no dia-a-dia, aquelas que são a verdadeira razão da nossa existência..

Pois como dizia o Mestre: "Ontem um menino que brincava me falou. Hoje é semente do amanhã. Para não ter medo que esse tempo vai passar. Não se desespere, nunca pare de sonhar (...) Quem souber continua, rs!

Vamos lá fazer o que será!"

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