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27 Ago 2019

FAÇAMOS POR MERECER

A história é real e mostra uma guerra em suas nuances e seus dramas. O filme é de 1993, o cenário é o da segunda guerra mundial, tem Tom Hanks como ator principal e se chama "O resgate do soldado Ryan"..

Pasmem, eu só tinha ouvido sobre e não o tinha assistido ainda. Com o meu tempo de vida creio ter consumido melhor seu conteúdo hoje. Fez muito sentido. E resumindo: foi impactante! E de reflexão instigante. A imagem final fica na cabeça latejando em meio a emoção que inevitavelmente vem após 2h30 de filme..

Um oceano de situações e contextos pesados desde a imaginação da dor de uma mãe à compaixão da organização que chancela e ordena a busca do filho que sobrou. As sensações são das mais diversas, um livro aberto pra dissertar sobre um inúmero cenário de circunstâncias que a história impacta.

Um convite a revisão das trajetórias, das escolhas e decisões feitas até agora. Do que ficou pra trás. Do que foi possível aproveitar, dos frutos colhidos. Um presente acerca dos detalhes das amizades que permaneceram vivas, da convivência com àqueles que estão mais próximos, das composições que conquistamos na vida e no trabalho.

Um teste pra cardíaco sobre o desafio do trabalho em equipe e do exercício da liderança nas relações da vida e do trabalho. Soldados destemidos e ousados na companhia de gente frágil e atrapalhada. Tropas que questionam e desafiam seus líderes em meio às decisões difíceis que atentam contra a vida. Missões quase impossíveis motivadas pela nobreza da eficácia, da encomenda para a entrega.

De tudo isso o que mais me tocou nesse incrível drama foi a forma como a coragem e a finitude da vida encontraram espaço para dialogar, questionar e desafiar quem assiste. Tem relação direta com um outro artigo que escrevi sobre a arte do "se importar". A pergunta é: você daria sua vida pela proteção de alguém no meio do nada e em um ambiente hostil? E se você não tivesse poder de escolha e tivesse que assumir tal missão? Quais os seus limites entre o compor e o resistir? Você assumiria as consequências de uma decisão que sente não dar conta de cumprir? Mas afinal, o que fazer para merecer?

Estes pontos são especiais pra qualquer um de nós especialmente nos dias hoje. Enxergue-se de onde está, olhe para fora, de fora pra dentro, observe seus contextos, tateie o terreno e verifique. Cai como uma luva aqui o senso de propósito: por quê fazer o que está se propondo fazer? E por quê seria importante que você se importasse e se convencesse a fazer?

Veja a organização onde atua. O que ilumina a sua caminhada? Como deseja ser visto? Que valores defender? Como colocará isso na relação com as pessoas? Como quer ser enxergado? O que fará para isso? Até que ponto seus comportamentos dialogam com estas premissas? Algum plano de ação para melhorar ou corrigir? Quanto tempo vai levar? Como vem monitorando este plano?

Não há outra saída. É preciso seguir em frente. E encarar sua dita zona de conforto e a boa e velha sensação irreal de estabilidade. Esta é a lei maior. Pois tudo tem um preço, nada vem de graça nessa vida. Todo sacrifício precisa valer a pena. A vida precisa valer a pena. Façamos por merecer..