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3 Caminhos para Aumentar o Financiamento da sua Secretaria da Saúde em até 40% no Modelo Atual


Você sabia que sua Secretaria Municipal de Saúde pode estar deixando de acessar até 40% a mais em recursos financeiros, mesmo sem alterar o modelo vigente de financiamento?


Com a implementação do programa Previne Brasil, o Ministério da Saúde trouxe uma nova lógica de repasse baseada em critérios objetivos, como cadastros qualificados, indicadores de desempenho e ações estratégicas de atenção primária. Isso significa que, mais do que nunca, a eficiência da gestão local impacta diretamente no volume de recursos disponíveis.


Neste artigo, vamos explorar 3 formas práticas de aumentar o financiamento da sua Secretaria de Saúde em até 40% com estratégias, validados por experiências práticas em municípios de diferentes portes, que podem transformar a realidade financeira da sua Secretaria.


1. Cadastros Qualificados: a Base de Tudo


A captação ponderada é um dos principais pilares do Previne Brasil. O volume de recursos repassados depende do número de pessoas cadastradas e do perfil demográfico (como faixa etária, vulnerabilidades e composição familiar).


O que muitos gestores subestimam é que não basta cadastrar: é preciso qualificar. Um cadastro inconsistente, duplicado ou desatualizado não é contabilizado, e isso pode representar perdas expressivas de financiamento.


Estratégias práticas:


  • Mapeamento de cobertura: identifique áreas descobertas e priorize a ação dos ACS.

  • Campanhas comunitárias: mobilize a população a atualizar seus dados com linguagem simples e amigável.

  • Auditoria cruzada: use ferramentas de BI para cruzar cadastros e identificar inconsistências.

  • Integração com outros programas: aproveite campanhas de vacinação e visitas domiciliares para atualização simultânea.


2. Indicadores de Desempenho: Transforme Ações em Resultado Financeiro


O componente de pagamento por desempenho premia municípios que apresentam bons resultados em indicadores-chave, como pré-natal, vacinação infantil, controle de doenças crônicas e exames preventivos.


A beleza dessa lógica é que ações simples, bem executadas, geram impacto direto nos indicadores e, portanto, no financiamento. O problema é que muitos municípios atuam de forma reativa, e não estratégica.


Estratégias práticas:


  • Dashboards de monitoramento: crie painéis em tempo real para acompanhar o desempenho de cada equipe.

  • Gestão por competência: capacite os profissionais para atuar nos pontos fracos com foco em resultados.

  • Reconhecimento e incentivo: implemente premiações simbólicas ou bonificações com base em metas atingidas.

  • Microplanejamento territorial: direcione ações específicas por microárea, considerando o perfil da população.


3. Governança e Transparência: Recursos Exigem Confiança


Não é apenas o desempenho técnico que atrai recursos. Gestores que demonstram controle, visão estratégica e prestação de contas clara conseguem acessar fontes complementares de financiamento, inclusive por meio de parcerias, emendas parlamentares e projetos estaduais.


Mais do que cumprir metas, é preciso comunicar o que está sendo feito e por que está sendo feito. Transparência ativa, governança orientada por dados e cultura de resultados são diferenciais que criam autoridade institucional e confiança política.


Estratégias práticas:


  • Relatórios gerenciais trimestrais: com análises visuais e linguagem acessível, voltados para conselhos de saúde, gestores e população.

  • Publicação de dashboards abertos: demonstre o andamento dos indicadores e ações em tempo real.

  • Plano de ação público: compartilhe metas, estratégias e cronogramas com clareza.

  • Comitês de avaliação contínua: envolvendo profissionais, lideranças comunitárias e controle social.


Bônus: Acesso a Recursos Complementares

Além dos repasses regulares, sua Secretaria pode acessar linhas complementares de financiamento através de projetos especiais, chamadas públicas, emendas parlamentares e programas estaduais. Para isso, ter uma gestão estruturada, dados organizados e clareza nas prioridades é indispensável.


Ações recomendadas:


  • Crie um banco de projetos prontos para submissão;

  • Mantenha relatórios atualizados sobre impacto da APS no território;

  • Estabeleça uma área técnica para captação de recursos;

  • Participe ativamente de fóruns e redes de gestores para identificar oportunidades.


Conclusão: Não Deixe Dinheiro na Mesa


A lógica do financiamento da saúde pública mudou — e isso é uma boa notícia. Hoje, quem organiza melhor os dados, planeja estrategicamente e engaja sua equipe não apenas cuida melhor da população, mas também garante mais recursos para ampliar esse cuidado.

Se você é gestor, técnico ou profissional envolvido na estrutura da Atenção Primária, saiba: os recursos existem, mas precisam ser ativados com inteligência.


Sua gestão merece ser reconhecida — e financiada — por aquilo que entrega. Comece hoje a construir esse caminho.


👉 Quer saber por onde começar a melhorar a eficiência da sua gestão?


 
 
 

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