Você sabia que até 30% do orçamento da saúde pode estar sendo desperdiçado silenciosamente?
- ericovasconcelos4
- 4 de ago.
- 3 min de leitura

Você sabe exatamente para onde está indo o dinheiro da sua Secretaria Municipal de Saúde ou do seu hospital público? Se a resposta for “mais ou menos” ou “estamos tentando melhorar isso”, é hora de acender o sinal de alerta.
A ausência de um controle efetivo sobre os gastos, insumos e centros de custos é um dos principais motivos de ineficiência financeira na gestão pública da saúde. E o pior: muitas vezes, os desperdícios são invisíveis — e silenciosos.
Neste artigo, vamos mostrar quanto custa não saber onde o dinheiro está indo, quais são os impactos diretos na assistência à população e como dar os primeiros passos rumo a uma gestão mais eficiente e sustentável.
A realidade da saúde pública: um sistema com recursos limitados
Não é novidade que os recursos disponíveis para o Sistema Único de Saúde (SUS) são limitados. Com um orçamento apertado e crescente demanda populacional, a gestão dos recursos se torna questão de sobrevivência institucional.
Mas o que pouca gente percebe é que o problema não está apenas na falta de dinheiro, e sim na forma como ele é utilizado. O Tribunal de Contas da União (TCU), em seu relatório “Eficiência na Saúde” (Acórdão 1.108/2020), apontou mais de 399 achados de má gestão em apenas 39 hospitais auditados, revelando perdas significativas causadas por falhas operacionais.
O custo invisível do desperdício
Vamos a um exemplo prático: imagine uma Secretaria Municipal de Saúde com R$ 50 milhões de orçamento anual. Se houver uma ineficiência de 10% na cadeia de suprimentos, estamos falando de R$ 5 milhões desperdiçados — o suficiente para reformar postos de saúde, contratar profissionais ou ampliar exames preventivos.
Esses desperdícios normalmente estão ligados a:
Ausência de centros de custos por unidade de saúde;
Compras descentralizadas, com preços diferentes para o mesmo item;
Superdimensionamento de estoques ou vencimento de insumos;
Capacidade instalada ociosa (equipamentos sem uso ou subutilizados);
Folhas de pagamento sem controle de produtividade real.
Se não há controle preciso, não há gestão de verdade — há apenas tentativa e erro, o que, em saúde pública, custa vidas e reputação institucional.
Como identificar onde o dinheiro está indo?
O primeiro passo para virar esse jogo é ter visibilidade sobre os dados financeiros e operacionais. Isso não significa apenas ter acesso a planilhas — é preciso organizar os dados por unidades, programas, metas e resultados.
Aqui estão alguns pontos de partida para mapear os gargalos:
Implantar centros de custos nas unidades assistenciais: cada unidade deve ser tratada como um “mini-orçamento” com metas e controles próprios.
Criar uma matriz de custos da cadeia de suprimentos: da compra até o consumo final, todo insumo deve ser rastreável.
Mensurar capacidade instalada vs. operação real: saber quantos leitos, equipamentos e profissionais estão realmente ativos e como estão sendo utilizados.
Analisar o desempenho por equipe/setor: produtividade e resultados devem ser acompanhados e avaliados.
Eficiência gera investimento, reconhecimento e resultados
Quando uma Secretaria ou hospital implanta um sistema de gestão eficiente baseada em dados, os resultados aparecem rapidamente:
Redução de desperdícios em até 30% em poucos meses;
Aumento na captação de recursos, seja por desempenho (ex: Previne Brasil) ou por credibilidade institucional;
Melhoria da imagem pública, favorecendo relações com o controle social, imprensa e órgãos de controle;
Base sólida para obtenção de certificações, como o Selo de Excelência em Gestão da Saúde.
Em uma experiência recente documentada pela UniverSaúde, um município conseguiu reduzir mais de R$ 2,6 milhões em desperdícios em apenas 10 semanas, após mapear seus gargalos de gestão com uma metodologia especializada.
O que você pode fazer agora
Se você é gestor público e se identificou com esse cenário, aqui vão 3 ações práticas que você pode começar hoje:
Mapeie o que você já tem: liste suas unidades, identifique onde há controle real de custos e onde tudo ainda está na “intuição”.
Crie uma agenda de priorização de dados: não tente medir tudo de uma vez. Comece pelo que tem maior impacto financeiro.
Busque apoio especializado: existem soluções técnicas no mercado, como a UniverSaúde, que já ajudaram dezenas de municípios a saírem do caos para a eficiência comprovada.
Conclusão
Na saúde pública, cada real importa. E não saber para onde ele está indo é, por si só, um desperdício grave. Com ferramentas adequadas, planejamento estratégico e apoio técnico, é possível transformar realidades — e comprovar que boa gestão também salva vidas.
Se sua Secretaria ou hospital deseja dar esse passo, converse com quem já transformou dezenas de instituições com resultados reais.
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