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Quando a urgência toma o lugar da gestão da saúde

há 6 horas
5 min de leitura

Erico Vasconcelos [A]



O gestor chega para trabalhar com uma lista de prioridades. Pretende analisar os resultados, conversar com a equipe sobre um problema recorrente e revisar a aplicação dos recursos. Antes de começar, o telefone toca. Surge uma demanda urgente, alguém precisa de uma autorização, uma falha interrompe o serviço. No fim do dia, ele está exausto. Trabalhou intensamente, mas quase nada daquela lista avançou.


A cena pode acontecer em uma Secretaria Municipal de Saúde, em um hospital ou na área de saúde corporativa de uma empresa. Os contextos são diferentes, mas a dificuldade é reconhecível: as urgências ocupam o espaço necessário para compreender os problemas e agir sobre suas causas. Recuperar esse espaço é essencial para buscar mais eficiência e sustentabilidade financeira.


Quando esse padrão se repete, a capacidade gerencial fica comprimida. E comprometida. O gestor acumula responsabilidades, enquanto o tempo para analisar cenários, antecipar riscos e orientar a equipe se torna cada vez mais escasso. Sua experiência continua valiosa, mas precisa de informações confiáveis e de uma rotina que permita transformá-las em decisões. É nesse ambiente que a frase “aqui é uma loucura” pode se tornar uma explicação permanente. Uma compra emergencial se repete. Um retrabalho passa a ser aceito. Um custo cresce sem que suas causas sejam compreendidas. Aos poucos, situações que mereciam investigação entram na rotina e as perdas permanecem sem uma resposta estruturada.


Essa é uma forma de "inércia gerencial" em que há muita atividade, mas pouca mudança nas condições que produzem os problemas. As urgências consomem o tempo de análise; sem análise, suas causas persistem e alimentam novas urgências. O desgaste atinge o gestor, a equipe e a capacidade da organização de utilizar bem os recursos disponíveis. Romper esse ciclo exige apoio concreto. É preciso organizar a informação, identificar o que merece atenção primeiro e estabelecer uma forma de acompanhar as decisões até que produzam efeitos verificáveis. Esse é o propósito da UniverSaúde, empresa brasileira de inteligência em saúde que reúne soluções tecnológicas, inteligência em saúde e método gerencial para apoiar governos, hospitais e empresas.


Os 3 pilares para a gestão da excelência

As soluções tecnológicas ajudam a tratar e organizar os dados disponíveis na organização, transformando registros dispersos em informações úteis à gestão. Ao qualificar essas bases e facilitar sua leitura, criam melhores condições para compreender a operação e dedicar tempo à análise. A tecnologia ganha valor quando ajuda o gestor a enxergar o que precisa de sua atenção.


A inteligência em saúde aprofunda essa leitura. Relaciona informações, considera o contexto da organização e produz conhecimento para orientar escolhas. Um aumento de despesa, por exemplo, precisa ser examinado à luz da demanda atendida, dos processos e dos resultados assistenciais. Dessa análise surgem hipóteses a verificar e prioridades para a ação.


O método gerencial organiza a passagem da decisão para a prática. Com o gestor e sua equipe, a UniverSaúde apoia a definição de ações, responsáveis, prazos e indicadores. Acompanha a execução, avalia os resultados e ajuda a corrigir o percurso. A agenda de análise passa a ter uma função concreta na rotina da organização.


A aplicação desses pilares respeita as necessidades de cada contexto. Em uma Secretaria de Saúde, pode envolver a relação entre as necessidades da população, a oferta de serviços e os recursos disponíveis. Em um hospital, pode ajudar a investigar diferenças de custos e falhas que geram retrabalho. Em uma empresa, pode aproximar a análise da saúde ocupacional, dos afastamentos e da assistência oferecida aos trabalhadores.


Governança = eficiência + sustentabilidade financeira

Cada prioridade precisa estar ligada a uma decisão e a uma forma de verificar o que mudou. A comparação com a situação inicial permite avaliar avanços, identificar o que ainda exige intervenção e dar transparência ao emprego dos recursos. O gestor também precisa de uma rotina viável. Poucas prioridades bem definidas, reuniões com pauta objetiva e acompanhamento das ações podem abrir espaço para uma gestão mais analítica. A intensidade desse acompanhamento deve considerar a capacidade da equipe e a relevância de cada problema, para que o método ajude o trabalho a avançar.


Com isso, o gestor passa a ter melhores condições de antecipar riscos, justificar escolhas e orientar sua equipe. Consegue demonstrar por que determinada ação foi priorizada, quais recursos foram mobilizados e que resultados estão sendo observados. Essa clareza fortalece sua atuação diante de dirigentes, conselhos, equipes e demais responsáveis pela organização. O reconhecimento profissional pode crescer a partir dessa consistência. A equipe encontra direção, compreende suas responsabilidades e participa da solução dos problemas. Quem acompanha a gestão passa a dispor de elementos para avaliar o trabalho realizado. O esforço cotidiano ganha visibilidade por meio de entregas que podem ser explicadas e acompanhadas.


A sustentabilidade financeira se fortalece quando a organização compreende seus custos, enfrenta desperdícios e orienta a aplicação dos recursos pelas necessidades e pelos resultados. Na saúde, essa busca precisa caminhar com a qualidade e a continuidade do cuidado. Uma economia só faz sentido quando seus efeitos sobre o serviço e as pessoas também são avaliados.


A proposta da UniverSaúde é apoiar o gestor nessa construção, com dados tratados, conhecimento para decidir e acompanhamento para executar. É um trabalho compartilhado que busca ampliar a capacidade da organização de aprender com seus resultados e corrigir problemas antes que se tornem parte permanente da rotina. Se as urgências estão ocupando toda a sua agenda, o primeiro passo é escolher um problema recorrente que mereça uma análise mais cuidadosa. A UniverSaúde pode ajudar sua organização a compreender o cenário, definir por onde começar e acompanhar a mudança.


Conheça mais sobre o nosso trabalho por meio desta apresentação com duração de apenas 1 minuto:



Converse com a nossa equipe e descubra onde sua gestão pode avançar. Faça contato pelo nosso Chat do site ou escreva para contato@universaude.com.br. Você pode ainda nos contatar pelo WhatsApp (11) 91772-3857.


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[A] Erico Vasconcelos é cirurgião-dentista, estomatologista, especialista em Terapia Comunitária, em liderança e desenvolvimento gerencial de organizações de saúde e com MBA em gestão de pessoas. Há 27 anos atua na gestão da Atenção Básica, do SUS, na Segurança e Qualidade e na Gestão Estratégica de Pessoas de organizações de saúde. Foi gestor de diversas organizações privadas e municípios. Atuou no Ministério da Saúde entre 2013 e 2016 no Departamento de Atenção Básica elaborando políticas e desenvolvendo ações de apoio e educação. Desde 2005 atua na formação em serviço de gestores e profissionais de saúde pelo Brasil afora. Trabalhou como Tutor e Coordenador de Cursos na EaD da ENSP, UnASUS-UNIFESP e na UFF. Foi Professor de Saúde Coletiva da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e em outros cursos de várias Universidades. Fundou a UniverSaúde em 2016, uma empresa que ajuda gestores a reduzirem custos e a captarem novos recursos com resultados rápidos, fortalecendo a governança e promovendo a sustentabilidade financeira e organizacional da SaúdeAtualmente trabalha como Tutor do HCor em iniciativas do PROADI-SUS/Ministério da Saúde.

 
 
 

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